segunda-feira, 16 de abril de 2018

16/04 QUEM É VOCÊ

Tenho lido bastante. Muitas leituras que investigam meus questionamentos sobre a questão da identidade ou autoimagem das crianças e adolescentes. Como professora de pré-adolescentes e adolescentes, ouço e vejo, todos os dias, alguns deles manifestando posições negativas sobre suas pessoas. Isso ocorre tanto no sentido físico (corporal) como no sentido intelectual social e no que abrange suas capacidades. Como entusiasta que sou, sempre rebato esses pensamentos. Eles percebem a importância do que falo, mas não se convencem de que a imagem positiva que eu destaco pertença a eles.
Hoje me subsidio no artigo "Desenvolvimento do auto-conceito físico nas crianças e nos adolescentes" (FARIA,2005) onde estas questões são muito bem tratadas e explicadas. Em diversos momentos da leitura identifiquei meus questionamentos e a problemática que identifico entre os alunos.
Percebo que quando se descrevem, muitos jovens trazem indícios que extrapolam suas características físicas, denotando que apresentam um certo amadurecimento que possibilita extrapolarem suas questões descritivas das questões concretas para as questões abstratas também: seu rendimento escolar, ansiedade, resultados nas práticas esportivas e questões familiares. Assim penso que, quando se caracterizam fisicamente negativamente, incluem esses outros fatores em suas descrições, complementando um quadro generalizado de baixa autoestima ou estigmatização. A aparência física, ou domínio físico, é a maior contribuição na definição da auto-imagem nas crianças e adolescentes contribuindo diretamente como fator de ajustamento psicossocial do indivíduo. Posteriormente desenvolvem conceitos em diferentes domínios: como filhos, como alunos, como colegas, namorados, atletas. E depois dessa segmentação inicia-se a formação de um self único, que englobe esses papéis, em um processo de introspecção, questionamentos e formação de hipóteses sobre si mesmos (HARTER, 1993).
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Assim, as questões de participação em modalidades esportivas torna-se um fator bastante forte de investigação entre os alunos, já que não havia antes pensado nesta alternativa de alteração das percepções, ou de constatação de benefícios desse domínio entre adolescentes que não apresentem imagens negativas sobre si mesmos.
O artigo contribui fortemente para minha reflexão de alternativas de mudanças de perspectivas entre esses jovens:
"Portanto, e em síntese, podemos afirmar que quanto mais profundo for o conhecimento do sujeito acerca da sua competência e aparência físicas, mais fácil se torna a auto-avaliação das suas potencialidades e limites, logo, mais fácil se torna a mudança e o reconhecimento do valor pessoal neste domínio: assim sendo, a prática de atividade física pode alterar o auto-conceito físico num sentido positivo, influenciando, neste domínio, a motivação, a persistência e a concretização de objetivos pelos sujeitos". 
Sigo investigando e pensando, pois que o assunto me convida fortemente a refletir diariamente com os alunos. Ter a questão de investigação em frente aos olhos, ao alcance "das mãos" é um tesouro que não pode ser desprezado.



REFERÊNCIAS:
FARIA, Luísa. Desenvolvimento do auto-conceito físico nas crianças e nos adolescentes. Análise Psicológica, v. 23, n. 4, p. 361-371, 2005.
HARTER, S. Self and identity development. In S. Shirley Feldman, & Glenn R. Elliott (Eds.),  At the treshold. The developing adolescent (pp. 352-387). 1993.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

09/04 PROFESSOR TAMBÉM É GENTE

Nem só de aulas ou didática que sobrevivemos, professores! Sobrevivemos à nossa rotina, que às vezes é muito tensa, também com aproximação, com troca, com escuta. E tentamos, muitas vezes nos "aproximar" dos alunos pelo nosso conhecimento, por nossas habilidades, com muita ânsia de "ensinar". E na verdade podemos nos aproximar com uma conversa simples, um conto de história, uma demonstração de nossa realidade.
Sei que os alunos nos idealizam, nos colocam em uma posição distante, como se nossas vidas fossem muito distantes da deles. Sei que imaginam que não passamos por situações que passam, ou por conflitos, ou por situações engraçadas. A prova viva disso é quando encontramos um aluno fora da escola: a reação tradicional é de espanto, como se o aluno pensasse "Nossa, a professora gosta de passear no parque!". Enfim, hoje vi olhos e ouvidos atentos quando eu contava um "causo" ocorrido hoje. Percebi que a turma não estava muito receptiva para a aula e nossas tradicionais discussões sobre o conteúdo e iniciei o desabafo. 
Fui surpreendida por um senhor que me empurrou no supermercado quando a caixa ao lado da que esperávamos a fila anunciou que o próximo poderia passar. A próxima era a senhora que estava em minha frente. Ele, bruscamente se dirigiu me empurrando e retrucando quando eu me manifestei contra aquele ato. Ficamos todos abismados com a incoerência do senhor e meu ânimo se alterou. Por isso contei aos alunos, contando com a opinião deles sobre o fato e discussão das condutas corretas. 
Muitos disseram que tive uma postura "muito educada", que deveria ter "mandado o cidadão para aquele lugar", que deveria ter chamado o gerente, que deveria ter tirado as compras dele do caixa. Foi divertido ouvir as contribuições. 
Disso tudo tive uma aula subsequente como há muito tempo não tinha, com participação, com atenção, com empatia, com muitas trocas. Disso tudo, também, aprendi que a percepção dos alunos sobre os professores é idealizada, não imaginam seus professores nestas situações cotidianas, muito menos de conflito. Ficaram espantados.
E, finalmente, disso tudo aprendi que em situações em que haja erro de alguém, dificilmente as pessoas se manifestam a favor dos menos favorecidos, mesmo que o erro seja notório e a repreensão seja possível. E isso também foi pauta do aprendizado com os alunos, isso também foi discutido. Perceberam que estamos diante de muitas coisas erradas e "ninguém faz nada".

segunda-feira, 9 de abril de 2018

02/04 REVISITANDO O PASSADO

O aprendizado da semana foi o mais árduo dos últimos tempos. Vínhamos aprendendo pouco a pouco, mas quando a ação se concretiza vemos que nossa força se esvaiu, de fato. Vimos nossa democracia se desfazer e nosso senso de justiça foi colocado à prova, nos fazendo desacreditar em um sistema que julgue seriamente os crimes e que julgue também os não-crimes. Toda essa atmosfera de ódio e intolerância que enfrentamos nos coloca à disposição de manipuladores de ideias, à mercê de opiniões formadas massivamente e com interesses obscuros e que tolhem, sem dúvida, nossos direitos como nação, como cidadãos, como humanos.
Em análise neste momento estudamos a história da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Nesta retrospectiva vemos que os estudantes que necessitam/necessitaram desta modalidade são vistos como estudantes que não despertam a seriedade de investimentos que a Educação preconiza. Ofertada inicialmente aos trabalhadores para formação de mão de obra qualificada para o trabalho industrial no Brasil, a EJA se configurou como política pública educacional nos anos 40, em uma época que o país
precisava pensar urgentemente em propostas alfabetizadoras para a população adulta.
Em 1958, no governo de Juscelino Kubitscheck desenvolveu-se o entendimento de que a educação ofertada a esse alunado lhe possibilitaria melhores condições de vida. Nesta mesma época ganhou visibilidade Paulo Freire, propondo um processo educativo que fosse construído – e não dado – juntamente com os estudantes. Tal processo não contemplaria a escolarização como fim, e sim como início, uma vez que a educação seria um instrumento de mobilização social, possibilitando o desenvolvimento da consciência crítica dos aprendizes. 
Crédito: Francisco Proner Ramos
Em 1964 a Ditadura brasileira representou um volver na história da EJA, perseguindo duramente o educador Paulo Freire pelo governo ditatorial, acusado de disseminar ideias contrárias e anárquicas ao regime político da época. Ideias como levar o educando a uma conscientização sobre a realidade, estimular o seu pensamento crítico e fazê-lo refletir sobre o seu lugar numa sociedade marcada pela divisão de classes sociais eram, de fato, ameaçadoras ao plano de governo dos militares. Extintos estavam, então, os programas de educação de adultos de cunho popular.
Entre 1965 e 1967, a taxa de analfabetismo entre a população adulta brasileira era preocupante, estimava-se que aproximadamente 40% dos brasileiros não sabiam, sequer, assinar o próprio nome. Estava estabelecido um cenário bastante favorável para a instalação da desejada hegemonia da política vigente. Nesta ideologia, a alfabetização serviria somente para inserir as pessoas no mercado de trabalho, para que contribuíssem para movimentar a economia do país. A fim de erradicar o problema do analfabetismo, o governo, então, elaborou o seu próprio projeto, o Movimento Brasileiro de Alfabetização – O MOBRAL. Idealizado desde 1967, ainda no governo do general Costa e Silva, sua consolidação se deu somente em 1969, no governo Médici. Após inúmeros decretos, ficou decidido que a presidência do MOBRAL seria nomeada pelo então Presidente da República, instrumentalizar o aluno a decodificar letras e números, sem se comprometer com o desenvolvimento político-social do educando.O cidadão recém-alfabetizado, geralmente oriundo de classes populares, continuou servindo como mão de obra pouco qualificada para classes mais abastadas da sociedade. Com a diferença de agora passar a participar do mercado de trabalho formal.
Muitas outras fases se sucederam na história da EJA. Hoje como um plano que estabelece como prioridade a erradicação do analfabetismo, estipula como meta aumentar o nível de escolaridade das pessoas adultas, sobretudo na faixa de 18 a 24 anos e destaca a necessidade de acrescentar a qualificação profissional à formação escolar do aluno jovem e adulto.
Nesta breve visita ao passado, vejo o presente. Com olhos atentos e tristes, pessimistas também. Sob a mira de um cenário político que não incentiva os cidadãos a refletirem sobre suas práticas, que tende a fortalecer um mercado mecanicista e que desvaloriza o saber, o senso crítico e a mobilização social, vivemos quase amedrontados. Sim, infelizmente, acuados.
Os acontecimentos políticos refletem diretamente nos programas sociais do país, as situações se refletem nas esferas mais frágeis, o povo que mais necessita sofre com mais penalidade as mudanças governamentais que não incentivam o desenvolvimento social, muito menos seu desenvolvimento como cidadãos.


sexta-feira, 30 de março de 2018

26/03 EU, MEUS SELFS E MINHA SELFIE

Muitas ideias para colocar em prática e um desejo de ver as coisas acontecerem. Acho que já é um primeiro passo rumo a um trabalho de sucesso, além de ter em mãos um assunto maravilhoso para desenvolver e pesquisar. 
A questão da autoimagem dos adolescentes e todas as transformações que a puberdade lhes traz de novidade é um dos fatores que pode interferir na autoestima e questões de confiança em relação a própria aparência ou o seu valor na sociedade. Esta questão destaco agora em resposta à observação de uma manifestação negativa massiva dos jovens alunos em relação a própria aparência. Certamente é uma fase da vida em que a autoimagem conta muito e pode ser decisiva na postura desses adolescentes em seus meios de convívio.
As questões de investigação se concentram: 
a) em que momento iniciam essa não aceitação da própria aparência;
b) em quais modelos de aparência se embasam para definir seus padrões de "feio" e "bonito";
c) quais fatores familiares/sociais interferem nesta construção da autoimagem nesta fase da vida;
E em uma abrangência maior também considero como ferramentas importantes de investigação:
1) O papel das redes sociais na construção da autoimagem;
2) As diferenças de aceitar ser fotografado e fotografar a própria "selfie"
3) como se autorretratam nas selfies, que pontos de sua imagem destacam neste tipo de fotografias.
Inicialmente colocando as ideias em palavras para tentar organiza-las. Investigando a literatura para embasar esta discussão e enriquecer os pontos de aprofundamento.
Revisitando meus tempos de adolescente e lembrando como era estar nesta fase em que cada olhar alheio sobre nós parece nos arrebatar e destruir tudo o que considerávamos "aceitável" diante dos outros.
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quinta-feira, 22 de março de 2018

19/03 SOU FEIA

See the source imageA inquietação de hoje me preocupa bastante. Como podem, jovens bonitos e saudáveis, dizerem em público "sou feio", "sou feia"?  Minha preocupação vai além da questão estética, obviamente, a qual não tem a menor importância nesta reflexão. Mas olho preocupada para este fato presente na sala de aula em grande quantidade, quando proponho aos alunos que façamos fotos para facilitar a identificação nos conselhos de classe. 
Os alunos apresentaram verdadeira repulsa e argumentaram que não gostam de fotos porque não se acham bonitos, são feios e "o que vocês vão fazer com essas fotos?" Certamente são fotos para utilização pessoal minha em meu ambiente profissional e não consigo encontrar outra utilidade para tal, mas aqui enquanto escrevo penso que podem ter medo de exposição pública e ridicularização. Imaginam que serão expostos e seus "defeitos" ressaltados em alguma observação maldosa. Imagino.
Outra questão que me pergunto é que estes alunos são pré-adolescentes e demonstraram este comportamento coletivamente. Em outra turma de alunos menores (de outro ano/ciclo) esta repulsa não foi observada. Pelo contrário, afetivamente fizemos as fotos e até algumas "selfies" para descontrair. Apresentaram, alguns, a costumeira timidez, mas não foram hostis como os alunos que me preocupam.
Quando as crianças começam a ter estes pensamentos? Por que pensam assim, onde buscam seus referenciais de "bonito" ou "feio"? Como trabalhar a autoestima com estas pessoas que, desde muito jovens, se autodenominam feios e agridem sua própria imagem?
Tentei de diversas maneiras fazer as fotos: individualmente, coletivamente, através de selfies. Todas tentativas frustradas. Ate que resolvi desistir e iniciei a aula. No meio da aula retomei o assunto e conversamos francamente sobre os padrões de beleza, sobre a incessante busca por beleza, sobre o que importa nas pessoas, sobre ser quem se é e aceitar nosso corpo, nossa vida, nossos próprios padrões. 
Conversamos sobre cuidados com o corpo, saúde física e mental, relacionamentos e que não devem aceitar imposições sobre suas características físicas. Que podemos engordar, emagrecer, pintar e cortar o cabelo, mudar o estilo das roupas, mas sempre aceitando quem somos, focando em nossa felicidade.
Fiquei um pouco melancólica pensando em quantas e quantas vezes repetirão esta frase "sou feio, sou feia" e quantas vezes ouvirão de pessoas que querem diminui-los ou machuca-los. 
E também estou pensando em como transformar um pouco esta ideia, elaborando um projeto de identidade, diferenças e valorização da pessoa. 
Espero conseguir colocar em pratica, e tornar a caminhada desta turma cada vez mais bonita!

terça-feira, 13 de março de 2018

12/03/2018 FALA QUE EU TE ESCUTO

Cresci ouvindo algumas histórias sobre minhas primeiras palavras e as engraçadas trocas de letras que eu fazia. As musiquinhas infantis que eram cantadas com palavras inventadas ou imitadas, tornando-as mais encantadoras ainda. Nestas memórias, também identifico, domesticamente, os mesmos padrões em meus três filhos, cada um com suas particularidades. É encantador ver como as crianças desenvolvem sua linguagem, desde os primeiros balbucios dos bebês e seu imenso esforço em tentar imitar as falas, até a fase em que iniciam a elaboração de frases e contextualizar as ideias, organizar os pensamentos e transmitir os seus desejos, angústias e observações do mundo.
Na aula presencial de ontem, professora Ivany Souza Avila nos apresentou estes primeiros instantes de reflexão sobre o processo de aquisição da linguagem. 
Observo que a linguagem e seu desenvolvimento não se restringem somente a estes estágios iniciais da vida, mas prosseguem pela vida toda. Isso vejo na linguagem dos alunos, no modo de falar, na maturidade em desenvolver suas frases e pensamentos e aquisição de novas palavras que enriquecem toda sua comunicação. O desenvolvimento da linguagem é constante, oportuniza um aperfeiçoamento que amplia nossas possibilidades diante do mundo e dos outros.
Assim como aprender um novo idioma representa toda a reorganização mental para a comunicação. 
Inicialmente, ofereço esta pequena reflexão sobre a linguagem oral, mas tenho consciência que ela é muito mais abrangente que isso: o corpo fala, a escrita fala, os movimentos falam. E todo este conjunto enriquece nossa linguagem, nossa ferramenta de comunicação com o mundo.
Falar, é somente o início de um grande processo que é a linguagem. Esta, muito mais ampla do que somente "falar". 
Foi uma noite enriquecedora e muitos aprendizados virão com esta disciplina. Bastante animada com isso!

terça-feira, 6 de março de 2018

05/03/2018 CHEGOU O EIXO VII



E um novo semestre começa com suas expectativas costumeiras e ansiedades exacerbadas. Não sei mensurar se estamos em uma fase de muitas demandas, muitas aulas presenciais, preparação para o estágio curricular, pensamentos sobre o TCC...ou se estou com uma ansiedade acima do normal. Porque sei que estas atividades todas se resolverão com o passar do semestre, que algumas madrugadas eu não dormirei, que terei muitas leituras, que terei muitas dúvidas, etc. Mesmo assim eu já sofro de um quadro de ansiedade que, por vezes, me bloqueia e paralisa. Noutras vezes me torno uma pessoa extremamente crítica e chata, reclamante e questionadora demais com o modo que o mundo funciona. E isso é muito desgastante e frustrante.
É um período de impotência, mas também sei que não posso ficar parada senão nada se resolve. Sei que este blog não é um espaço de terapia pessoal, mas é um espaço de aprendizagens e espero aprender com tudo isso. Rindo ou chorando, passarei por tudo isso.

Na aula presencial de ontem fomos convocadas para uma atividade com o curta-metragem EscolasDemocráticas(animação produzida por Ellen Stein, parte do documentário "Democratic Schools" de Jan Gabbert ,2006).
Em uma breve análise, recortamos do filme os nosso pontos de vista sobre o modelo educacional que observamos, os pontos que encontramos em comum com nossa educação e as nossas críticas ao mesmo. Não é uma animação engraçada, é um retrato triste. Que nos faz pensar em como poderíamos ter escolas que oportunizassem vivências e aprendizados aos alunos sem este velho modelo de doutrinação e dominância que observamos.

Em uma das cenas do filme uma aluna "derrama" o conteúdo de um livro dentro de seu cérebro, simbolicamente colorido de azul que era a cor contida no livro. Na cena seguinte os alunos estão em uma avaliação e a cor azul de seus cérebros flui para o papel, para a avaliação, simbolizando que o "conhecimento" era, na verdade, somente para a avaliação. Assim já fizemos tantas vezes como alunos, assim fazemos tantas vezes como professores. Não somos isentos de participar deste sistema, embora estejamos com as críticas a ele na ponta da língua. Mas que não percamos a esperança e energia de tentar fazer diferente todos os dias, nem que seja um pouquinho, pra ver o sol nascer de um novo jeito nas nossas salas, nos olhos e olhares dos nossos alunos e em nossas próprias vidas.