quarta-feira, 25 de maio de 2016

Menina ou Menino?

Tenho tido dificuldade em escrever neste blog. Aqui devem ser registradas as aprendizagens, as reflexões acerca do nosso curso, as ações concretas que realizamos, os projetos, enfim, registros de coisas interessantes e inerentes ao curso de Pedagogia. Estar em casa, afastada das aulas presenciais e da atividade docente por conta da licença maternidade tem sido um desafio. Neste delicioso e trabalhoso período da vida, escrever sobre tudo isso que mencionei não flui naturalmente como fluía antes do nascimento da filha. Mas, nesta semana, recebi um video que me remeteu a uma situação doméstica e também relfete nas questões que temos nas escolas. 
O  vídeo Inspiring The Future - Redraw The Balance mostra uma mulher em classe propondo que os alunos desenhassem bombeiros, pilotos de avião e cirurgiões, como imaginavam que seriam. Lembrando sempre que no idioma do vídeo as profissões não têm gênero.   Teacher, firefighter, pilot, surgeon serve pra ambos os sexos. Na nossa língua, usamos, muitas vezes a terminação "a" ou "o" nas profissões. Talvez se fosse na língua portuguesa, poderíamos dizer que as crianças foram "influenciadas" pelo gênero que a palavra em si é denominada (sempre masculino). No entanto, a experiência demonstrada no video nos mostra que os estereótipos de gênero já existem nas crianças.
Mas e a questão doméstica que mencionei anteriormente? 
Bem, tenho dois filhos meninos e agora nasceu a menina. Durante a gestação, conversando com os meninos (de 4 e 6 anos) observei que tinham a constante preocupação com os brinquedos que estariam disponíveis no quarto para a irmã. Quando souberam que teríamos uma menina na família a decepção deles foi porque não teriam mais brinquedos "de meninos" adicionado ao seu repertório. A notícia da menina em suas vidas caiu como uma bomba: "então teremos bonecas no nosso quarto?" "Onde colocaremos nossos carrinhos, dinossauros, super heróis e legos se ela vai colocar bonecas?" 
Foi assim que percebi que já tinham estabelecido em suas vivências os estereótipos do que é "de menina" e "de menino". 
Trabalhei com eles muito a questão de que eu (a mamãe, portanto, "uma menina") brincava com eles de carrinhos, dinossauros, legos, jogos, heróis e gostava muito. E que eles, por sua vez, ajudariam a cuidar da irmã para aprender como é cuidar de um filho. Que muitas vezes estão na cozinha nos ajudando nas tarefas da casa (que são vistas como "de meninas"). Fizemos muitas suposições a eles sobre como ela poderia brincar com eles e eles também com os brinquedos dela quando fossem adicionados ao quarto. 
O enxoval da bebê é rosa, confesso. O deles, azul. Não por falta de opção, mas por oportunidade mesmo (as possibilidades de roupas e acessórios nas cores "de cada sexo" são mais vastas e fáceis). Compartilham o mesmo quarto e por um bom tempo assim será. Mas teremos sempre a preocupação de que não se privem ou fixem à ideia de que há coisas pré determinadas para cada sexo. Quero inspirá-los para que tenham em mente de que podem ser/ fazer o que quiserem, independentemente dos estereótipos.
A vivência do vídeo aborda este ponto: mulheres também podem ocupar posições que eram tida somente como "masculinas". Mulheres podem ser o que elas quiserem. Meninas têm a chance de escolher suas atividades, não há limites para tal! Meninos também!!!
Temos o dever de trabalhar isso na escola, nas famílias, na sociedade. Temos o dever e o direito! E mostrar que as capacidades de realizações ou intelecto não estão definidas no sexo dos indivíduos. 
Brinquedos "de meninas"?

Meninas (ou mulheres) só podem limpar, lavar, cozinhar e têm a obrigação e "utilidade" de ser belas? 
Por quê estes brinquedos não apresentam cores variadas, somente as cores que todos chamam "de meninas"? E afinal, quem definiu que estas cores são "de meninas"? 
A discussão é vasta e nossas oportunidades de discussão também!  
 


Enfim, não mudei a decoração do quarto. Há nele, elementos "de meninos" (caracterizo assim em função da discussão) e elementos "de meninas" serão adicionados também. A convivência e interação será livre e buscaremos oportunizar que tenham acesso a brinquedos que não designem para que sexo "servem". 
E que cresçam conscientes de que a vida é para ser vivida da maneira que gostarmos, fazendo o que gostamos, livres dos estereótipos. E que as crianças não mais se espantem com a possibilidade de ver uma  bombeira, uma pilota e uma cirurgiã!
Por hoje é isso, pessoal! Abraços!



domingo, 15 de maio de 2016

Música: Para Que Te Quero?

     Tive, recentemente, a oportunidade de ver Ivan Lins no Auditório Araújo Viana cantando com a Orquestra de Câmara da ULBRA. Um espetáculo de música, personalidade e ideologia. Entre uma música e outra, uma breve conversa com o público e a reflexão do cantor sobre Música: "Temos que manter vivas as orquestras, preservá-las. Assim como lutamos para preservar as florestas, que tenhamos a percepção de preservar quem faz música de qualidade em nosso país. A música salva, dá vida. Onde há música, não há marginalidade" (lembrando aqui suas palavras). 
     Neste Novo Tempo, em que as lutas estão cada vez mais expostas e têm a chance (ainda) de serem lutadas, brigar e fazer acontecer a música na nossa Sociedade é uma utopia que já tem Lei, mas ainda tem pouca prática. O ensino de música nas escolas públicas e privadas do país, para todos os alunos da Educação Básica é, além de instrumento socializador e educacional, também uma importante ferramenta para que possamos entender melhor a vida!
     A partir de 2008, quando a Lei Federal nº 11.769 inclui um parágrafo 6º que torna conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, o ensino de música no componente curricular ensino de arte, previsto no § 2º do artigo 26 da LDB de 1996 . A questão a ser enfrentada, a partir desse momento é a da formação de professores especializados para o ensino de Música. Tarefa que levará algum tempo, muito mais que os três anos estabelecidos pela legislação, tendo em vista serem poucos os cursos de licenciatura em Música no Brasil (http://abemeducacaomusical.com.br/artsg2.asp?id=20). 
     Temos tantas batalhas para vencer na Educação: falta de recursos financeiros e humanos, desvalorização da educação e dos profissionais, descrédito na Educação pública, falta de oportunidade de qualificação e atualização dos profissionais atuantes, entre outras. Incluir o Ensino de música como obrigatoriedade, seria, mais uma batalha que teríamos de enfrentar. E, como todas as batalhas anteriores mencionadas, merecedora de todas nossas forças para que sua implementação seja efetiva. A ideia principal dos idealizadores que batalharam por essa proposta, não é a de formar músicos, mas trazer para o mundo da escola, a música. Dar noções básicas, leitura e escrita musical.  Facilitar o aprendizado; Formar cidadãos mais cultos e conscientes, capazes de valorizar e promover a diversidade cultural  brasileira, fortalecendo os laços comunitários. 
Neste Novo Tempo, (repito) quando ainda podemos lutar, uma batalha a mais na nossa formação de Pedagogia e nos cotidianos de nossas escolas.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Brincando de Brincar



    Brincar é crescer. Desde o início, quando apenas manipulam os objetos (brinquedos) em busca de texturas, formas, sons e cores diferentes, os bebês demonstram prazer na ação. Mais tarde, evoluem para um contato imaginativo com os brinquedos. Depois aprendem a lidar com os jogos e situações hipotéticas. Assim, penso que brincar faz parte do desenvolvimento psíquico e físico dos humanos (e dos outros animais também). Na brincadeira, somos capazes de imitar a realidade, simulando esta ou transformando-a em algo desejável. Crescemos intelectualmente com as brincadeiras.
Pensando no “brincar”, voltei no tempo. Eu brincava de "mamãe e filhinha", simulava que as levava ao médico, passeava, fazia comidinha, viajava (e elas tinham, inclusive, MUITA bagagem). Hoje vivo isso na prática (rsrsrs). Também brincava de professora. Gostava também das brincadeiras clássicas (pega-pega, esconder, amarelinha, pular corda, bicicleta), mas as brincadeiras de imitação ou projeção da vida adulta me foram muito marcantes. Enfim, brinquei tanto que virou realidade!
Quando perdemos este "direito" de brincar? Como podemos continuar nosso crescimento através das brincadeiras? Sentimos tanta falta e não recorremos aos nossos instintos mais antigos para saciar, talvez, tantas ansiedades e angústias da vida adulta. Não perdemos o "direito", apenas não nos damos a oportunidade de brincar!
Brincar é coisa séria! Seríssima! Quando vivenciamos certas experiências, fazemos conexões cerebrais que levam ao aprendizado. E na infância, todo aprendizado é válido: aprendem a lidar com as vitórias, as frustrações, os desejos, a alegria e a dor. Nas brincadeiras (principalmente coletivas) apresentam-se também facetas das personalidades dos outros (individualismo, agressividade, amorosidade, compaixão) e estas tornam-se essenciais ao conhecimento de como lidar com as pessoas. A criança entende na prática que o mundo também pertence aos outros.

Refletindo nisso tudo, lembrei da música Criança não Trabalha (Palavra Cantada). "Criança não trabalha, criança dá trabalho..." e seguem tantas palavras que formam a música ilustrando o universo infantil e as brincadeiras, principalmente. Leva à reflexão que o "trabalho" da criança é brincar (também fazendo alusão ao combate do trabalho infantil), e que as brincadeiras são seu modo de viver. Nela, diversas brincadeiras são mencionadas: 
            "Lápis, caderno, chiclete, pião
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria, tambor, gritaria, jardim, confusão
Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar, pula cela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia, pirata, baleia, manteiga no pão
Giz, merthiolate, band-aid, sabão
Tênis, cadarço, almofada, colchão
Quebra-cabeça, boneca, peteca, botão, pega-pega, papel, papelão
Criança não trabalha, criança dá trabalho
Criança não trabalha"
Podemos com ela, também, relembrar quantas brincadeiras as crianças da atualidade já não têm mais acesso. Infelizmente.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O RETORNO


Voltei! Voltei de onde, não sei! Mas voltei. 
Com o nascimento da minha filha, muitas coisas se desorganizaram, inclusive meus pensamentos. Além do cansaço físico que um bebê nos proporciona, também há uma avalanche de novos sentimentos que não existem previsões se sentiremos ou não. As emoções comandam nossas ações, principalmente no pós-parto. Três filhos, imaginei, seria mais uma das empreitadas que eu tiraria de letra. Nos enganamos quando esquecemos que, em determinados momentos da vida, não conseguimos controlar certas coisas. Três filhos...tornaram minha vida realmente válida de ser vivida e feliz como jamais imaginei ser. Mas estou sob forte pressão física e psicológica.
Mas vamos aos fatos que me fazem estar aqui a escrever: prosseguir o curso de Pedagogia a Distância da UFRGS, PEAD. As tarefas das semanas iniciais estão acumuladas, como mencionei, estou desorganizada e cansada em todos aspectos. Mas há ainda energia para prosseguir, não sou de desistir fácil assim! Tenho já 4 semanas de atraso, mas vou correr para colocar tudo em dia!
Tentando reorganizar meus pensamentos!

Primeira semana de aulas, tarefa da primeira semana: 
- Eleja uma postagem de seu portfólio que considere qualificada e argumente que elementos levou em consideração para avaliá-la como qualificada.
- Eleja uma postagem que considere necessária qualificar e reescreva-a qualificando de acordo com os critérios discutidos em aula.

Postagem Qualificada:
http://mariadalpiva.blogspot.com.br/2015/12/experiencia-feliz-na-escola.html

Nesta, descrevi uma experiência feliz na escola. Era uma tarefa da disciplina de Escolarização. De própria autoria, descrevi o trabalho, demonstrando suas etapas, objetivos e desfechos. Foi um trabalho bem sucedido, o que facilitou muito sua análise. Apresentei na postagem os argumentos da importância do trabalho desenvolvido e da importância do tema do mesmo. Também foram explicitadas as evidências do sucesso do trabalho, bem como os resultados positivos que foram obtidos com o Projeto.
Argumento: "Neste ano-ciclo a temática é a fisiologia do corpo humano e para tratar as questões de prevenção da gravidez precoce e métodos contraceptivos elaboramos o projeto que visava oferecer aos alunos ferramentas para valorizar a vida, estimulando a autoestima, autonomia individual e responsabilidade. " 
Evidência: "A vivência com o ovo proporcionou a discussão sobre a responsabilidade de ser pai/mãe, bem como puderam experimentar os problemas que a presença de um “filho” originaria para eles nesta fase da vida. "
Também citei uma referência ao final do texto, que foi utilizada na disciplina 
CARVALHO, Roberto Muniz Barreto. Georges Snyders: em busca da alegria na escola. PERSPECTIVA.Florianópolis,v.17,n.32.,p.151-170. jul./dez.1999.
Embora não tenha referido a mesma diretamente na postagem do blog, utilizei alguns argumentos da referência na escolha da experiência que gostaria de relatar. Uma citação do mesmo deixaria a postagem bem melhor qualificada, admito, mas o estilo que eu queria dar à postagem era de um relato mesmo, sem me preocupar com a citação do autor que referendaria meu trabalho na escola.


Necessário Qualificar:  
http://mariadalpiva.blogspot.com.br/2015_03_01_archive.html 

Parece uma covardia escolher esta postagem como "necessária qualificar", mas revendo minhas escritas vejo que neste dia, teria muito mais para falar, muito mais a desenvolver. Faltam argumentos e evidências que falem das minhas expectativas reais no curso, dos meus anseios, dos medos e dúvidas sobre o futuro. Faltam informações sobre quem escreve aquela postagem, afinal, era a primeira postagem de um blog...quem se interessaria em ler algo sobre alguém que não se sabe quem é? Faltam minhas primeiras impressões sobre o curso, faltam muitas informações! Realmente, necessário qualificar! Na postagem abaixo, destacadas em vermelho, estão as alterações que considerei necessárias na postagem, a reescrita desta!
 Então, aí vai:

Entre tantas outras coisas...

Vou escrever. Prometo que vou. Sei que vou. Mas hoje estou muito cansada.
Mesmo cansada, preciso juntar energias para esta primeira tarefa de um trabalho que será construído ao longo de um curso:
Uma bióloga que quer ser, também, pedagoga! Por isso estou aqui! Este blog é parte de um portfólio de aprendizagens do curso de Pedagogia a Distância da UFRGS, onde serão registrados aprendizagens, discussões, projetos, anseios, dúvidas, angústias e alegrias...todas as coisas que fazem parte de um curso de graduação. Mesmo cansada (e por mais cansada que estivesse precisaria dizer isso) apresento o que me trouxe a este curso:
  • Acredito (ainda) na Educação e seu poder transformador de pessoas, da sociedade, do mundo! 
  • Vejo na Pedagogia as ferramentas que preciso carregar para ter um melhor entendimento dos processos de aprendizagem;
  • Entendo que, ser professora, é carregar consigo muito conhecimento e uma alta dose de capacidade investigativa e observadora (procuro desenvolver isso no curso).
  • Quero ter a possibilidade e flexibilidade de poder atuar em outros setores da Escola.
    Entre uns e outros, entre cá e lá, entre ter e ser, entre ser e estar. Enfim, entre tantas outras coisas estou aqui procurando novos caminhos. Estes novos rumos que sempre procuramos na vida, sabe? Essas "invenções de moda" que colocamos nos nossos caminhos e que no decorrer deles nos perturbam, nos interrogam, nos deixam de cabelos em pé.
Tentarei, apesar do cansaço relatado, manter firmes meus propósitos de busca no curso. Sei que isso tudo vai demandar além de energia, uma certa dose de sacrifício pessoal (mas que conquista não exige isso, não é mesmo?) Mas sabemos que a gratificação fica na construção de algo maior, na satisfação de saber, no orgulho de olhar para trás e perceber o quanto já caminhou.
Já percebi algumas dificuldades no curso, principalmente relacionadas a tecnologia. Mas são sinais dos nossos tempos, precisamos nos inteirar do assunto sem medo ou receio de errar.
    Hoje inicio esse blog, o Portfolio de Aprendizagem do curso de Pedagogia modalidade a distância da UFRGS. 
Nessa nova caminhada estes são pensamentos iniciais de uma etapa nova da vida.
 E entre tantas outras coisas, vem acompanhada da vontade de fazer acontecer.
Isso basta, ou já é tudo o que preciso!
 
 



















 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Final de 2015/2

E chegou o dia do nosso II Workshop. Tanta preparação, tantas discussões, leituras, fóruns, atividades, prazos, trocas, aprendizados...Em um breve relato, o resumo da noite de ontem:
Nas apresentações os relatos eram semelhantes, as angústias similares e os aprendizados múltiplos. Mais uma prova de que o momento de escuta das experiências alheias são, também, momento para aprender!
Professora: Caroline Pacievitch;Tutoras:Raona Pohern e Isolete Wolfart
Janaina Minuzzo, Josiana Felix Rosa da Silva,Josiane da Rosa Henrique, Kátia del Fabro, Liris Crist Bravo,
 Luciana Mello Kalicheski, Mara Regina Barcellos da Cunha, Maria Marchand Dal Piva, Núbia Siqueira Cerutti, Rejane Carvalho Fortes.
Neste semestre nos vimos com muitas tarefas. A sensação era que tínhamos água pelo pescoço, subindo continuamente, e tudo o que tínhamos que fazer era nadar, sem parar. Como angústia coletiva o tempo (ou a falta dele) aparece predominante. Não aquele tempo mecânico do relógio que contamos e contabilizamos, mas aquele tempo que  nos dedicamos à nossa vida, familiares e a nós mesmas. 
A angústia com a tecnologia também volta a aparecer, demonstrando que, apesar de ser um curso EAD, a distância com os meios de acessá-lo também existem. Mas isso a prática e a convivência trarão a diminuição da fenda existente entre as gerações.
Aprendemos a enxergar o vínculo entre as Interdisciplinas, as linhas, as conexões que temos que seguir para ter um olhar interdisciplinar, verdadeiramente.
Sigamos buscando a interação entre a teoria e a prática, uma não existe sem a outra. Com maior ou menor consciência, as formulações dos teóricos que estudamos aparecem nas nossas salas de aula. 
A transformação a que este curso se propõe está em franco processo de produção: nos autorizar a falar sobre a prática e as questões pedagógicas, psicológicas, sociológicas, políticas e sociais que a envolvem. 
Não nos prendemos a papéis ou leituras de slides nas apresentações; não é necessário este apoio quando falamos sobre algo que vivemos, que está muito sólido nas nossas memórias.
Encontramos no grupo o poder da amizade e do bom-humor, a troca de olhares incentivadores, aquela balançada na cabeça que concorda e a cumplicidade que, muitos, acreditem não existir entre mulheres com um mesmo objetivo.
Estudar Pedagogia é um caminho de alimentar nosso sonho de produzir o conhecimento com a intenção de mudar o mundo, de fazer a diferença, de estudar e não desistir, enfrentando os obstáculos.

Boas Festas, futuras Pedagogas! Foi muito bom estar com vocês!


Acredito que esta seja a última postagem de 2015 neste blog. Tive persistência durante este semestre para manter as produções. Precisei pensar, quase continuamente, sobre relevâncias que gostaria de relatar. Ontem, fechei o semestre com grande satisfação. Bastante orgulhosa e feliz.

Sobre orgulho e alegria: sinto a falta que corrói, hoje, de um velho "saber viver". Daquela sensação de que, em minutos, tudo rui, tudo escorre, tudo desmancha. Há pessoas que destroem coisas, e há pessoas que destroem pessoas. 
Até um dia, pessoal!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Experiência Feliz na Escola

Como uma das últimas tarefas na disciplina de Escolarização, nos foi solicitado o relato de experiências felizes ou não felizes na Escola.


Vou relatar uma experiência feliz, que originou muito prazer desde seu planejamento, execução e resultados finais. Trata-se do projeto “Vida não é Brinquedo” que desenvolvi em parceria com uma colega na E.M.E.F. Deputado Marcírio Goulart Loureiro. O projeto foi desenvolvido em conjunto nas disciplinas de Ciências e Português com alunos de segundo ano do terceiro ciclo (oitavo ano). Neste ano-ciclo a temática é a fisiologia do corpo humano e para tratar as questões de prevenção da gravidez precoce e métodos contraceptivos elaboramos o projeto que visava oferecer aos alunos ferramentas para valorizar a vida, estimulando a autoestima, autonomia individual e responsabilidade. Propusemos então a dinâmica de convivência com um ovo: cada dupla de alunos simulou um casal, cuidando do ovo como se fosse um filho, carregando para todas as atividades dentro e fora da escola, durante 03 dias.
A atividade teve sua culminância em um sábado letivo onde os alunos relataram sua experiência e participaram de uma oficina sobre reprodução, sexualidade e prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis. A vivência com o ovo proporcionou a discussão sobre a responsabilidade de ser pai/mãe, bem como puderam experimentar os problemas que a presença de um “filho” originaria para eles nesta fase da vida. Os pares de alunos também foram encarregados de relatar suas experiências com os “filhos”, bem como suprir necessidades básicas ao mesmo (recipiente para proteção-berço, adereços-roupa, cuidados constantes- permanência, inclusive, em sala de aula).

Bercinhos e cestinhas para transportar os "bebês".



Eu e os "bebês"...detalhe que eu também estava grávida (Maio de 2011).








Detalhe de um dos "filhos".


Discutir a temática da gravidez na adolescência, suas consequências e traumas causados pela gravidez indesejada foi o foco principal deste projeto, buscando questões de dúvidas entre os alunos participantes, bem como simular uma situação de responsabilidade da maternidade/paternidade precoce. A satisfação dos alunos era notória, tanto que muitos preferiram levar seu “filho” para casa de recordação. Também participaram ativamente da oficina de prevenção às DSTs e gravidez precoce. Nos sentimos felizes com a experiência, que demonstrou a necessidade de abordagem direta do assunto de modo acessível aos jovens, sem distanciamentos conceituais ou somente teorias, mas com um diálogo franco e aberto sobre suas dúvidas e angústias.Foi uma experiência alegre para todos!

Referência: 

CARVALHO, Roberto Muniz Barreto. Georges Snyders: em busca da alegria na escola. PERSPECTIVA.Florianópolis,v.17,n.32.,p.151-170. jul./dez.1999.
 






quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Estamos em Obras: Construção do Workshop II !





Sim...aqui estamos. Prazo final de entrega do Documento de Avaliação estourando na próxima segunda-feira! 
O rascunho do documento está já na cabeça e no documento do Word...mas como faço para organizar tantas ideias e produções? Não bastasse isso, ainda penso nas atividades das demais interdisciplinas que precisam de atenção, ainda. Mas não vamos entrar em pânico, tudo se resolve.
Neste semestre, como no anterior, nosso crescimento foi embasado nas trocas. Vivenciamos nossas aprendizagens e trocamos com as colegas as nossas angústias e sucessos. 
Em franco crescimento estamos (eu, particularmente, gestando uma menininha que chega em fevereiro cresci bastante!) e prosseguiremos. Negociamos prazos de atividades, lidamos com as tutoras e professoras em busca de auxílio, desabafamos nossos problemas nos grupos de watsapp e venceremos, certamente, mais uma etapa do nosso curso de Pedagogia.  
Por hora, caros amigos, admito que estou cansada. Mas tudo na vida é assim: por tempestades passamos para depois usufruirmos dos bons tempos. 


Um pequeno parênteses nesta postagem de Construção do Workshop II: 
Estamos em plena semana de protestos dos estudantes em SP que ocupam escolas e saem às ruas contrários à reestruturação do ensino estadual. Tal "reorganização"  pretende organizar as escolas por ciclos tentando concentrar alunos de uma mesma faixa etária nas escolas (o que acarretaria, também, o fechamento de muitas escolas). Não vou escrever mais profundamente sobre isso agora. 

Tenho tanto para falar, mas guardo para outro momento, pois estou esperando os fatos e desdobramentos dessas ocupações e manifestações dessa gurizada cheia de gás que me orgulha muito. Lutam com braveza e coragem que não vemos há tempos nos jovens. Lutam por seu direito à Educação de Qualidade. Nem vou entrar agora nas questões políticas que permeiam essa situação e a tamanha brutalidade com que os estudantes vem sendo tratados nos protestos.
Sigam, jovens, apesar da repressão, da ignorância e da desimportância com que a luta de vocês vem sendo tratada. A causa é justa, e sou solidária!