quarta-feira, 23 de setembro de 2015

EVOCADORES DE MEMÓRIAS E SUAS MEMÓRIAS

         Experimentei a sensação de viver e ver minhas memórias através dos objetos evocadores de memórias trazidos pelas colegas na aula presencial. Por algumas vezes me vi nas memas memórias, nas mesmas situações e prioridades. Passei algum tempo antes da aula pensando em qual objeto levaria. Fui para a aula e não escolhi meu objeto. Tinha objetos que traziam lembranças felizes, outros nem tanto, mas tinha também minhas memórias.
         Durante a aula e com o filme "Dona Cristina Perdeu a Memória", percebi que na minha infância e nas lembranças que me constituem as memórias mais afetivas são com minha bisavó. Foi estranho perceber e agora dizer isso. Somos encharcados, prevalentemente, de memórias que vivemos com nossos pais. Mas neste caso, relato com cosnciência e carinho o importante papel da Dona Marietta na minha vida. Atualmente, claro, tenho novas memórias e procuro construir memórias significativas com quem convivo. Mas tenho a presença constante de seus ensinamentos em meu cotidiano, como se ainda viva estivesse.
            Dona Cristina queria preservar suas memórias e preservou todas, que a circundavam, giravam em torno dela. Somos todos assim, nos cercamos destes evocadores que significam e constituem nossa personalidade. Algumas memórias são revisitadas através de objetos, outras nos rodeiam a mente permanentemente. Algumas são tão importantes que não carecem de objetos para estar sempre conosco. Fazem parte de quem somos. Somos, simplesmente.

domingo, 13 de setembro de 2015

Infância e Infâncias


      Aula presencial, sempre uma expectativa! As alunas de Pedagogia a distância têm nas aulas presenciais os momentos de fala, de reflexão em grupo e observações das diferentes vivências que as outras profissionais/ colegas trazem de suas histórias. Na primeira aula presencial de Infâncias de 0 a 10 anos com a professora Fabiana Amorim Marcello, tivemos a presença de alunas novas experimentando este ambiente e as alunas veteranas. Uma ótima oportunidade de apresentações e relatos. Entre tantas histórias, inteligentemente, a professora inseria seus apontamentos relativos às infâncias. Tecia uma rede de interligações entre o cotidiano das professoras/alunas e seu conhecimento da disciplina. Uma aula muito proveitosa. 
    Refletimos sobre a posição atual das crianças, quem são as crianças que estão/ não estão na escola hoje. E que fabuloso filão comercial a infância atual representa diante das "necessidades" criadas para satisfação das crianças e de seus pais. Como temos, também, uma aproximação quase sinônima de "criança" e "aluno", transformando nossas crianças com enorme desejo de brincar e se desenvolver em alunos/ aprendizes em potencial em todos os momentos do dia. E como os marcadores culturais atuais (consumo e tecnologia) demarcam nossa compreensão do que é a infância hoje, do que ela "precisa" e o que está perdendo com esses novos padrões atuais.
      Enfim, nos encontramos diversas vezes nas falas, nossas atitudes como educadoras e como pais. Mas uma pergunta inicial da professora ficou ecoando: "Qual a diferença entre Infância e Infâncias?" O plural desta palavra ultrapassa o conceito de quantidade, nos faz pensar em todos os tipos de infância que encontramos. Nas diversas culturas, condições sociais e econômicas, localizações geográficas e histórias de vida encontramos a infância. E cada infância representa uma parcela dessas infâncias. Como essas crianças se desenvolvem em seus meios, em suas oportunidades, em suas condições, em suas infâncias.
      Quantas infâncias perdidas temos pelo mundo, e que fatores podem garantir a infância de tantas infâncias? 
 
Enfim, refletindo...buscando o aprendizado.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Apresentando...O Primeiro Workshop!

      Prepare-se: você tem apenas 10 minutos para sintetizar o que foi significativo na sua aprendizagem nas disciplinas durante o semestre todo! Corre! Valendo!
     Preparar essa apresentação foi mais um dos desafios do curso de Pedagogia a Distância na UFRGS. Tentar colocar nesta curta duração uma elaboração e organização de ideias que se mostrem conjuntas, interligadas, interdependentes. Deixar expostos os aprendizados, os desafios, os problemas que encontramos pelo caminho e também definir hipóteses de trabalho. Ver as diferenças em si mesmo de quem éramos no início do semestre e de quem nos tornamos após este tempo vivido e as modificações que sofremos.
      Certamente, inevitavelmente, fatalmente me faltou tempo. Principalmente se a apresentação elaborada apresentar problemas tecnológicos (o vídeo que eu editei para apresentar não estava corretamente salvo). 
      Felizmente, oportunamente, satisfatoriamente pude observar nos trabalhos apresentados os processos muito semelhantes aos quais passei. Ter a constatação de que "não se está sozinha" é muito confortante.      
      Com os aprendizados das outras alunas aprendemos muito. Com os erros, também. Mas, principalmente, com as construções coletivas que podemos notar, mesmo que tenham sido feitas individualmente. Perceber que os aprendizados construídos foram também significativos para os outros, que modificaram da mesma maneira e que impactaram a forma de ver, agir e pensar.
E foi dada a largada para a construção do Segundo Workshop!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015


Avalie-se com seu Documento de Avaliação!

 
 Sente-se confortavelmente, aqueça a água para o chá e tenha em mente uma boa intenção...
Assim começo o processo de refletir sobre nosso curso. Assim iniciei o pensamento sobre a redação do documento de avaliação para o primeiro workshop. E foi um processo de análise de alguns dias, escrevendo, lendo, relendo...sonhando com algo que esqueceu. "Acorda e vai escrever antes que esqueça!" Teve um insight: corre para não perder! 
      Um documento avaliativo é um documento de análise pessoal da trajetória. Um breve relato do que aprendi, vivi e superei naquele semestre. Em cada disciplina destaquei o que foi mais significativo e justifiquei as razões para as escolhas. Em cada justificativa me lembrava de todos os detalhes da construção daqueles momentos, das dificuldades que foram encontradas e qual a solução para cada uma.
      Um documento de verificação interna. Uma prática que utilizamos normalmente nos balanços gerais que fazemos no decorrer dos tempos. Mas neste caso, descritos em um espaço delimitado de páginas e de tempo, relatando o semestre. 
      Quisera ter a disponibilidade de fazer esse balanço escrito e documentado da vida em diversos setores. Ao escrever, conseguimos nos ouvir falando, conseguimos nos imaginar contando, nos vemos revivendo tudo. 
Que este exercício nos traga sempre boas reflexões e possibilidades de crescimento.

domingo, 23 de agosto de 2015

E lá vamos nós!

      É com alegria e satisfação que iniciamos um novo semestre na Pedagogia a Distância da UFRGS. Orgulhosas de enfrentarmos os desafios impostos no primeiro semestre e ansiosas pelo que nos aguarda neste que vem. Talvez um pouco mais preparadas para algumas questões que nos acompanharão neste curso (alimentação do Portfólio de Aprendizagens, extensas leituras e prazos delimitados para realização das tarefas, atividades sobrepostas, ambiente virtual dominado, conhecimento da dinâmica da apresentação do workshop e redação do documento de avaliação). Certamente teremos novos desafios que se somarão aos nossos aprendizados e nos acrescentarão maior capacidade de realização, reflexão e aprofundamento dos nossos conhecimentos.
      Destaco como experiência significativa e construtora a realização do Workshop de Avaliação que exigiu uma organização extra em tempos de realização de muitas tarefas do PEAD e na vida pessoal também. Mas as coisas que nos acontecem na vida são assim, se acumulam, nos desacomodam, geram ansiedade e frustração mas temos de encarar e realizar, apesar das dificuldades. 
      Nesta apresentação quis fazer uma reflexão pessoal do meu crescimento no curso, me comparando comigo mesma no início do semestre, fazendo um apanhado do que havia aprendido, demarcando os aprendizados que foram mais significativos. Pelo nervosismo e um probleminha tecnológico (não salvei adequadamente o vídeo que queria apresentar, meu Retrato da Escola) prejudiquei um pouco meu desempenho. No entanto consegui transmitir as principais ideias do que sentia.
      Enfim, que neste semestre nossas trajetórias e histórias sejam também positivas e enriquecedoras, que façamos sempre nossos retratos, de profissionais, da escola, da vida e possamos olhar para trás e perceber os erros e acertos com maturidade e disposição para mudar e continuar!

                                                 Um ótimo Semestre 2015/2 para todos!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Apresentação Primeiro Worshop PEAD 2!

           Ontem, 6/07/15 fizemos nossa primeira apresentação. Certamente foi uma noite que envolveu grande carga de ansiedade de todas, muita preparação e surpresa em relação ao que vimos ontem. Apesar de ser um momento formal e avaliativo, foi bastante agradável, enriquecedor e muito estimulante. Trocamos experiências, visualizamos umas nas outras as dificuldades que eram mútuas, os aprendizados que eram coletivos e as expectativas que são comuns a todas. 
             De um momento solene e preocupante, passamos para um momento de troca e franco aprendizado. Estamos em processo, estamos em transformação. Estamos, acima de tudo, em DESACOMODAÇÃO. Obrigada por todo apoio Prof Cíntia Ines Boll, e tutoras Giselda Correa e Patricia Kusma. Vocês nos escutaram durante essa primeira etapa e nos guiaram por esses caminhos que ainda desconhecíamos. Muito temos ainda a aprender! Outra grata surpresa foi a presença da Prof Carmen, que ali estava com um propósito mas participou conosco enriquecendo ainda mais a noite.

                                Sigamos, bravas guerreiras!

Adriana da Rosa Botelho      
Aline Capriolli
Aline Aguiar Martins da Silva
Aline da Rosa Machado
Ana Cintia 
Ana Eliza Mincarone
Ana PaulaComper Dullesko                                    Cintia Boll
Anai Minuzzo Egler                                               Giselda Correa
Cleide Jacqueline Brandao                  Carmen Lucia Bezerra Machado
Janaina Minuzzo
Liris Bravo
Maria Marchand Dal Piva


sábado, 27 de junho de 2015



 Nossa mente, nosso cérebro e nossas vidas!

Como vamos lidar com a gama de informações disponíveis atualmente? Há uma variedade e oferta incríveis de informações disponíveis na internet. Em poucos cliques as respostas estão disponíveis e o bom e velho livro é chamado de "chato, "obsoleto", ultrapassado pelas novas gerações. Até as gerações mais antigas não resistem aos cliques para solucionar dúvidas imediatas ou ter um contato superficial com alguma nova informação. No entanto, ao que nos parece, mesmo com toda essa grande oferta e sedução, não estamos mais sábios, pensadores, reflexivos acerca do que absorvemos ou sobre nossas questões humanas. Cada vez mais distantes uns dos outros, cada vez mais individuais, cada vez mais isolados do convívio ou até de nós mesmos. E essas mudanças da sociedade, claro, refletem no nosso cotidiano escolar. Nossos alunos estão sob uma overdose de informações fragmentadas, não conseguem articular sentido ao que veem e não são desafiados ao aprendizado através da construção e reflexão de novas informações. Os professores, que em maioria foram formados na cultura do livro (sim, utilizamos livros, índices, carregamos pilhas de folhas em nossas faculdades, em nossa formação) são desafiados diariamente por alunos que, desde cedo, foram acostumados com a cultura do instantâneo (MENEZES, 1999). E são (confesso) que são muito sedutoras as mídias videotecnológicas disponíveis. Mas também confesso, lamentavelmente, que estamos carentes de uma calma mental, um apoderamento lento e progressivo do conhecimento, um aprendizado substancial. Buscamos então, novas possibilidades de ensino, novos caminhos que possamos trilhar com nossos alunos, melhores formas de ensinar para potencializar os resultados do aprendizado (ZARO et al, 2010). Precisamos de fundamentos científicos de pesquisa educacional, para além das teorias. Assim, a Neuroeducação aborda o conhecimento e a inteligência integrando Psicologia, Educação e Neurociências. Essa área de pesquisa é fruto da necessidade do diálogo entre a ciência e sua aplicação, de maneira justificada e fundamentada (TOKUHAMA-ESPINOSA, 2008 in ZARO et al, 2010). Segundo Tokuhama-Espinosa, 14 princípios básicos são relacionados ao aprendizado e os aspectos estão ligados aos fatores psicológicos, fisiológicos e morfológicos (movimentos, tom de voz, expressões faciais).Os 14 princípios sugerem o que observamos em nosso cotidiano: o aprendizado é muito mais efetivo quando temos aprendizes em boas condições físicas e psicológicas. As tecnologias educacionais nos fornecerão um grande potencial para impor a atualização sobre as novas necessidades e formas de ensinar e aprender. Diante dos desafios dos novos comportamentos, das disponibilidades de informação e da organização do conhecimento, a Neuroeducação estabelece a oportunidade de integração de diversas áreas para dar um sentido necessário ao educando e educador da atualidade e do futuro.

REFERÊNCIAS

MENEZES, J.E.O As formas de percepção e as mudanças Culturais. Revista NIFE, Faculdades Sant’Anna, a.6, n.5, p.193-196. In Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia. PUC-SP, mar.1999.

TOKUHAMA-ESPINOSA, T. N. The scientifically substantiated art of teaching: a study in the development of standards in the new academic field of neuroeducation (mind, brain, and education science). Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Educação, Capella University, Mineápolis, Minesota. 2008.

VIDEO  BBC – O corpo Humano – O Poder do Cérebro. Disponível em https://youtu.be/r9LOlkEljvQ

ZARO, M.A;ROSAT, R.M; MEIRELES, L.O.R; SPINDOLA, M.; AZEVEDO, A.M.P; BONINI-ROCHA, A.C; TIMM, M.I. Emergência da Neuroeducação: a hora e a vez da neurociência para agregar valor à pesquisa educacional. Ciências & Cognição; Vol 15 (1): 199-210. 2010