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terça-feira, 7 de julho de 2015

Apresentação Primeiro Worshop PEAD 2!

           Ontem, 6/07/15 fizemos nossa primeira apresentação. Certamente foi uma noite que envolveu grande carga de ansiedade de todas, muita preparação e surpresa em relação ao que vimos ontem. Apesar de ser um momento formal e avaliativo, foi bastante agradável, enriquecedor e muito estimulante. Trocamos experiências, visualizamos umas nas outras as dificuldades que eram mútuas, os aprendizados que eram coletivos e as expectativas que são comuns a todas. 
             De um momento solene e preocupante, passamos para um momento de troca e franco aprendizado. Estamos em processo, estamos em transformação. Estamos, acima de tudo, em DESACOMODAÇÃO. Obrigada por todo apoio Prof Cíntia Ines Boll, e tutoras Giselda Correa e Patricia Kusma. Vocês nos escutaram durante essa primeira etapa e nos guiaram por esses caminhos que ainda desconhecíamos. Muito temos ainda a aprender! Outra grata surpresa foi a presença da Prof Carmen, que ali estava com um propósito mas participou conosco enriquecendo ainda mais a noite.

                                Sigamos, bravas guerreiras!

Adriana da Rosa Botelho      
Aline Capriolli
Aline Aguiar Martins da Silva
Aline da Rosa Machado
Ana Cintia 
Ana Eliza Mincarone
Ana PaulaComper Dullesko                                    Cintia Boll
Anai Minuzzo Egler                                               Giselda Correa
Cleide Jacqueline Brandao                  Carmen Lucia Bezerra Machado
Janaina Minuzzo
Liris Bravo
Maria Marchand Dal Piva


sábado, 27 de junho de 2015



 Nossa mente, nosso cérebro e nossas vidas!

Como vamos lidar com a gama de informações disponíveis atualmente? Há uma variedade e oferta incríveis de informações disponíveis na internet. Em poucos cliques as respostas estão disponíveis e o bom e velho livro é chamado de "chato, "obsoleto", ultrapassado pelas novas gerações. Até as gerações mais antigas não resistem aos cliques para solucionar dúvidas imediatas ou ter um contato superficial com alguma nova informação. No entanto, ao que nos parece, mesmo com toda essa grande oferta e sedução, não estamos mais sábios, pensadores, reflexivos acerca do que absorvemos ou sobre nossas questões humanas. Cada vez mais distantes uns dos outros, cada vez mais individuais, cada vez mais isolados do convívio ou até de nós mesmos. E essas mudanças da sociedade, claro, refletem no nosso cotidiano escolar. Nossos alunos estão sob uma overdose de informações fragmentadas, não conseguem articular sentido ao que veem e não são desafiados ao aprendizado através da construção e reflexão de novas informações. Os professores, que em maioria foram formados na cultura do livro (sim, utilizamos livros, índices, carregamos pilhas de folhas em nossas faculdades, em nossa formação) são desafiados diariamente por alunos que, desde cedo, foram acostumados com a cultura do instantâneo (MENEZES, 1999). E são (confesso) que são muito sedutoras as mídias videotecnológicas disponíveis. Mas também confesso, lamentavelmente, que estamos carentes de uma calma mental, um apoderamento lento e progressivo do conhecimento, um aprendizado substancial. Buscamos então, novas possibilidades de ensino, novos caminhos que possamos trilhar com nossos alunos, melhores formas de ensinar para potencializar os resultados do aprendizado (ZARO et al, 2010). Precisamos de fundamentos científicos de pesquisa educacional, para além das teorias. Assim, a Neuroeducação aborda o conhecimento e a inteligência integrando Psicologia, Educação e Neurociências. Essa área de pesquisa é fruto da necessidade do diálogo entre a ciência e sua aplicação, de maneira justificada e fundamentada (TOKUHAMA-ESPINOSA, 2008 in ZARO et al, 2010). Segundo Tokuhama-Espinosa, 14 princípios básicos são relacionados ao aprendizado e os aspectos estão ligados aos fatores psicológicos, fisiológicos e morfológicos (movimentos, tom de voz, expressões faciais).Os 14 princípios sugerem o que observamos em nosso cotidiano: o aprendizado é muito mais efetivo quando temos aprendizes em boas condições físicas e psicológicas. As tecnologias educacionais nos fornecerão um grande potencial para impor a atualização sobre as novas necessidades e formas de ensinar e aprender. Diante dos desafios dos novos comportamentos, das disponibilidades de informação e da organização do conhecimento, a Neuroeducação estabelece a oportunidade de integração de diversas áreas para dar um sentido necessário ao educando e educador da atualidade e do futuro.

REFERÊNCIAS

MENEZES, J.E.O As formas de percepção e as mudanças Culturais. Revista NIFE, Faculdades Sant’Anna, a.6, n.5, p.193-196. In Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia. PUC-SP, mar.1999.

TOKUHAMA-ESPINOSA, T. N. The scientifically substantiated art of teaching: a study in the development of standards in the new academic field of neuroeducation (mind, brain, and education science). Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Educação, Capella University, Mineápolis, Minesota. 2008.

VIDEO  BBC – O corpo Humano – O Poder do Cérebro. Disponível em https://youtu.be/r9LOlkEljvQ

ZARO, M.A;ROSAT, R.M; MEIRELES, L.O.R; SPINDOLA, M.; AZEVEDO, A.M.P; BONINI-ROCHA, A.C; TIMM, M.I. Emergência da Neuroeducação: a hora e a vez da neurociência para agregar valor à pesquisa educacional. Ciências & Cognição; Vol 15 (1): 199-210. 2010

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A Educação que temos e a Educação que queremos

   Nesta semana que passou, muito lemos sobre educação na mídia. Especialistas e leigos mostrando que todos sabem e podem opinar sobre a Educação Brasileira. Após os infelizes incidentes no Paraná, surgiram muitos defensores da Educação Pública e, claro, alguém para culpar os professores de que a situação da Educação pública é culpa deles.

   Atuamos em uma área em que todos se acham conhecedores, todos podem opinar. E, pior, deixamos isso. Mandos e desmandos nas Escola, burocracias desnecessárias, protocolos que "devem" ser seguidos, orientações de conduta, níveis que devemos alcançar...e por aí vai. Mas lá na ponta, na força de trabalho, está o professor com suas turmas, vendo a realidade de cada um, percebendo que as necessidades curriculares nem sempre se encaixam e que as metas estipuladas, não serão alcançadas porque temos outras prioridades na Escola.

   Em meio a toda efervescência atual da educação pública (sim, temos atualmente, 10 estados com greves de professores), nós do curso de Pedagogia da UFRGS continuamos nossos estudos para atuar nesta área. Já me perguntaram: "mas com tanto curso para fazer, por que este?" A resposta, não dei...mas acho que seria: "é que AINDA acredito". Mas acho que acredito porque estou lá, na ponta da força de trabalho, vendo os resultados. E porque, na Comunidade, vemos também as famílias e suas histórias serem transformadas. Acredito que a Educação muda, sim, a perspectiva de uma pessoa diante da vida. Não sei se um acadêmico que nunca atuou na escola, recém ingresso no curso de Pedagogia, conseguirá ACREDITAR como eu...espero que sim.

   Bom, mas temos muitas leituras que nos colocam em uma posição reflexiva diante de nossa prática. Nestas últimas semanas, através do texto “Sociedade, Cotidiano Escolar e Cultura (s): uma aproximação” (2002), Vera Candau nos convidou à reflexão da multiculturalidade e da problemática envolvida com as atuais configurações político-sociais e ideológicas. O texto destaca que há a necessidade de um diálogo intenso entre os grupos sociais e que esta relação ocorreria nos diferentes fóruns da sociedade em que os conflitos e embates multiculturais se dão. Defende que este diálogo não deve ser aprisionado no nível acadêmico, trazendo para nosso cotidiano escolar essa temática. Sim, precisamos falar de Política na Escola. Não somente das funções dos governantes, as divisões do poder, história da política. Mas sim, colocar nossa comunidade escolar em uma posição crítica diante da política de seu país, defensor de seus direitos e ciente de seus deveres. E mais: exigente de uma Educação que a contemple, que a insira. Uma Educação que seja feita para ela, e por ela. Ainda trabalhamos sob o espectro da educação moldada, pronta, "correta" e "necessária" aos alunos. Mas afinal, o que é correto e necessário? Ainda lidamos com estereótipos do que "é bonito", "saudável", "inteligente", "correto" e "necessário". Ainda lidamos com preconceitos, diariamente, de todos os tipos. A educação brasileira precisa desvelar o “mito da democracia racial”, tão arraigado no nosso imaginário social, para que sejamos capazes de assumir o caráter discriminador, hierarquizador, autoritário e de negação do “outro” da nossa sociedade, tão presente entre nós. Nossa educação tem características fortemente monoculturais e privilegia uma perspectiva universalista vinculada à visão iluminista da realidade.
   Em outra leitura muito esclarecedora, Um olhar sobre a educação moderna no século XXI” (MISSIO & CUNHA,2006), nos deparamos com o paradoxo da Modernidade e da pós-Modernidade: a Escola foi estruturada em uma época, em certos preceitos, que hoje já não são mais os que utilizamos, ou os que queremos. Como a Escola com conduta Moderna se estabelece na sociedade pós-Moderna? Temos a necessidade de atuar na escola pós-moderna considerando as multiplicidades de pensar, no respeito à diversidade e diferenças individuais. Buscamos incessantemente um “fundamento e uma legitimação de ordem cultural porque a cultura perdeu seu “norte” e ainda baseia-se nas tradições e autoridade”. Na sociedade atual, temos o multiculturalismo e na escola ainda predomina o monoculturalismo.
   Estamos em conflito. Externos e internos, nas escola, na Educação e na Sociedade. Sobreviveremos? Sim, mas não queremos somente sobreviver, queremos viver! Com plenitude de direitos, com dignidade, igualdade e num Estado democrático. E isso, podemos e queremos discutir nas Escolas. E que a Educação seja feita por quem entende, ou quem realmente se interessa por ela.
REFERÊNCIAS DOS TEXTOS CITADOS:
CANDAU, V.M. Sociedade, Cotidiano Escolar e Cultura (s): uma aproximação. Educação & Sociedade, ano XXIII, no 79, Agosto.2002.

MISSIO, Luciani ; CUNHA, Jorge Luiz da . Um olhar sobre a educação moderna no século XXI. In: II Seminário Nacional de Filosofia e Educação, 2006, Santa Maria. Cultura e Alteridade, 2006.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Um dia para não esquecer

"Que Educadores seríamos se não déssemos o exemplo lutando pelo direito que é de todos nós?"

O aprendizado que quero registrar no final desta semana é bastante duro, difícil de aceitar. Dia 29 de Abril de 2015 ficará marcado como o dia em que Professores do Estado do Paraná foram tratados como vândalos, marginais ou qualquer outra coisa, exceto como professores. Um dia após o Dia da Educação, manifestaram-se em frente a Assembleia Legislativa do Estado e foram dissipados com a presença da Tropa de Choque, balas de borracha, cachorros, bombas de efeito moral, spray de pimenta e gás lacrimogênio.
Resultado: mais de 200 pessoas feridas, algumas em estado grave.
O governo do Estado atentou não somente contra os educadores, atentou contra toda a sociedade. 
Foram feridas as pessoas que manifestam a mais sincera preocupação pelo desenvolvimento humano, pelo crescimento da Nação, pelo Progresso.
Fomos todos feridos, fomos todos machucados. Somos todos vítimas.
O aprendizado de hoje foi este, infelizmente.


segunda-feira, 30 de março de 2015

Entre tantas outras coisas...

Vou escrever. Prometo que vou. Sei que vou. Mas hoje estou muito cansada.
    Entre uns e outros, entre cá e lá, entre ter e ser, entre ser e estar. Enfim, entre tantas outras coisas estou aqui procurando novos caminhos. Estes novos rumos que sempre procuramos na vida, sabe? Essas "invenções de moda" que colocamos nos nossos caminhos e que no decorrer deles nos perturbam, nos interrogam, nos deixam de cabelos em pé. Mas sabemos que a gratificação fica na construção de algo maior, na satisfação de saber, no orgulho de olhar para trás e perceber o quanto já caminhou.
    Hoje inicio esse blog, o Portfolio de Aprendizagem do curso de Pedagogia modalidade a distância da UFRGS. Nessa nova caminhada estes são pensamentos iniciais de uma etapa nova da vida.
 E entre tantas outras coisas, vem acompanhada da vontade de fazer acontecer.
Isso basta, ou já é tudo o que preciso!