quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Nossa Engenhosa Maquinaria Escolar!

     Certamente quando foi redigido, o texto Maquinaria Escolar (Julia Varela e Fernando Alvarez-Uria. Teoria e Educação, n.6 p. 68-96, Porto Alegre, 1992) tinha o objetivo de ser provocador. E nos provoca, o tempo todo, a pensar e repensar a Escola, sua importância e seu futuro. 
Vivemos agora, um pós-Modernismo que coloca em dúvida o que considerávamos sólido e consistente e repensamos a Escola e seu papel. Vimos no texto um teor pessimista (ou realista): um princípio que vai dialogando com as fontes primárias e secundárias sobre a história da escola.
     A função da escola como modeladora, deixando todos "quietos, modestos e bem cristãos" que constituiu sua origem e história, não nos parece atualmente um modelo aceitável de Educação, tampouco aceitável de termos nos nossos dias. Vivemos, pelo contrário, dias em que a Escola sofre uma inversão de valores. Hoje, é o professor que luta por Educação e autonomia para seus alunos e para a Sociedade.
     Essa Maquinaria, ou Engrenagem que lutamos tanto para fazer diferente é um modelo que não nos serve e estabelece uma relação de submissão, desrespeito e prisão entre os alunos e a Escola. A Escola que tinha objetivos bem estabelecidos de formar os filhos dos pobres e dos ricos diferentemente, no entanto, tem ainda este papel. 
     Refletindo, penso se a Escola tem este objetivo ou a Sociedade tem este como um fator necessário para manter seu equilíbrio. Temos a luta de classes como uma das principais tônicas do mundo atual. Diminuir as desigualdades sociais nunca foi um assunto tão debatido e refletido. A escola oferece as ferramentas, as oportunidades e os caminhos de emancipação e autonomia dos indivíduos. Mas as histórias dos alunos são bastante diferentes, e temos desenvolvimentos diferentes.Assim, mesmo que a Maquinaria tenha mudado bastante, bem como os formatos das Escolas, ainda temos as escolas dos ricos e dos pobres.Ainda temos os ricos chegando à Escola com muito mais vivências de cultura e lazer, oportunidades de contato com o conhecimento e cuidados parentais que fortalecem estes indivíduos diante dos demais que, praticamente, nada têm. Dessa forma, ainda formamos os "ricos" e os "pobres". A sociedade mudou, a Escola mudou pouco, mas os produtos da Escola ainda são bem parecidos aos dos tempos de sua criação.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Às veteranas...tudo!!! Às novatas, mais ainda!!!!

     Aula presencial da Interdisciplina Seminário Integrador, sempre muito bem aproveitada! Recepção para as novatas e oportunidades para as veteranas! Se a tônica do semestre anterior foi "troca de experiências", neste semestre parece que também seguiremos por este norte. Auxiliando e recebendo auxílio, crescemos juntas. A oportunidade de participar do projeto "Adote um bixo" é uma maneira de ajudar e se ajudar. Estes desafios nos movem, e mesmo que tenhamos pouco tempo, muitas atividades, muitos afazeres pessoais e profissionais, a oportunidade foi lançada e a chance de crescimento também! 
      Na aula de hoje tivemos contato com as expectativas das novatas. Anseios tão parecidos com os nossos no semestre anterior...e com teses e argumentações, uma encenação se transforma em uma aula de reflexão do que podemos aprender, e onde queremos chegar.
   


Enfim, mais do que trocar experiências, estamos dispostas a orientar e crescer também; aprender e ensinar; dizer e ouvir e, principalmente, mudar e mudar! Desacomodação que seduz!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

EVOCADORES DE MEMÓRIAS E SUAS MEMÓRIAS

         Experimentei a sensação de viver e ver minhas memórias através dos objetos evocadores de memórias trazidos pelas colegas na aula presencial. Por algumas vezes me vi nas memas memórias, nas mesmas situações e prioridades. Passei algum tempo antes da aula pensando em qual objeto levaria. Fui para a aula e não escolhi meu objeto. Tinha objetos que traziam lembranças felizes, outros nem tanto, mas tinha também minhas memórias.
         Durante a aula e com o filme "Dona Cristina Perdeu a Memória", percebi que na minha infância e nas lembranças que me constituem as memórias mais afetivas são com minha bisavó. Foi estranho perceber e agora dizer isso. Somos encharcados, prevalentemente, de memórias que vivemos com nossos pais. Mas neste caso, relato com cosnciência e carinho o importante papel da Dona Marietta na minha vida. Atualmente, claro, tenho novas memórias e procuro construir memórias significativas com quem convivo. Mas tenho a presença constante de seus ensinamentos em meu cotidiano, como se ainda viva estivesse.
            Dona Cristina queria preservar suas memórias e preservou todas, que a circundavam, giravam em torno dela. Somos todos assim, nos cercamos destes evocadores que significam e constituem nossa personalidade. Algumas memórias são revisitadas através de objetos, outras nos rodeiam a mente permanentemente. Algumas são tão importantes que não carecem de objetos para estar sempre conosco. Fazem parte de quem somos. Somos, simplesmente.

domingo, 13 de setembro de 2015

Infância e Infâncias


      Aula presencial, sempre uma expectativa! As alunas de Pedagogia a distância têm nas aulas presenciais os momentos de fala, de reflexão em grupo e observações das diferentes vivências que as outras profissionais/ colegas trazem de suas histórias. Na primeira aula presencial de Infâncias de 0 a 10 anos com a professora Fabiana Amorim Marcello, tivemos a presença de alunas novas experimentando este ambiente e as alunas veteranas. Uma ótima oportunidade de apresentações e relatos. Entre tantas histórias, inteligentemente, a professora inseria seus apontamentos relativos às infâncias. Tecia uma rede de interligações entre o cotidiano das professoras/alunas e seu conhecimento da disciplina. Uma aula muito proveitosa. 
    Refletimos sobre a posição atual das crianças, quem são as crianças que estão/ não estão na escola hoje. E que fabuloso filão comercial a infância atual representa diante das "necessidades" criadas para satisfação das crianças e de seus pais. Como temos, também, uma aproximação quase sinônima de "criança" e "aluno", transformando nossas crianças com enorme desejo de brincar e se desenvolver em alunos/ aprendizes em potencial em todos os momentos do dia. E como os marcadores culturais atuais (consumo e tecnologia) demarcam nossa compreensão do que é a infância hoje, do que ela "precisa" e o que está perdendo com esses novos padrões atuais.
      Enfim, nos encontramos diversas vezes nas falas, nossas atitudes como educadoras e como pais. Mas uma pergunta inicial da professora ficou ecoando: "Qual a diferença entre Infância e Infâncias?" O plural desta palavra ultrapassa o conceito de quantidade, nos faz pensar em todos os tipos de infância que encontramos. Nas diversas culturas, condições sociais e econômicas, localizações geográficas e histórias de vida encontramos a infância. E cada infância representa uma parcela dessas infâncias. Como essas crianças se desenvolvem em seus meios, em suas oportunidades, em suas condições, em suas infâncias.
      Quantas infâncias perdidas temos pelo mundo, e que fatores podem garantir a infância de tantas infâncias? 
 
Enfim, refletindo...buscando o aprendizado.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Apresentando...O Primeiro Workshop!

      Prepare-se: você tem apenas 10 minutos para sintetizar o que foi significativo na sua aprendizagem nas disciplinas durante o semestre todo! Corre! Valendo!
     Preparar essa apresentação foi mais um dos desafios do curso de Pedagogia a Distância na UFRGS. Tentar colocar nesta curta duração uma elaboração e organização de ideias que se mostrem conjuntas, interligadas, interdependentes. Deixar expostos os aprendizados, os desafios, os problemas que encontramos pelo caminho e também definir hipóteses de trabalho. Ver as diferenças em si mesmo de quem éramos no início do semestre e de quem nos tornamos após este tempo vivido e as modificações que sofremos.
      Certamente, inevitavelmente, fatalmente me faltou tempo. Principalmente se a apresentação elaborada apresentar problemas tecnológicos (o vídeo que eu editei para apresentar não estava corretamente salvo). 
      Felizmente, oportunamente, satisfatoriamente pude observar nos trabalhos apresentados os processos muito semelhantes aos quais passei. Ter a constatação de que "não se está sozinha" é muito confortante.      
      Com os aprendizados das outras alunas aprendemos muito. Com os erros, também. Mas, principalmente, com as construções coletivas que podemos notar, mesmo que tenham sido feitas individualmente. Perceber que os aprendizados construídos foram também significativos para os outros, que modificaram da mesma maneira e que impactaram a forma de ver, agir e pensar.
E foi dada a largada para a construção do Segundo Workshop!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015


Avalie-se com seu Documento de Avaliação!

 
 Sente-se confortavelmente, aqueça a água para o chá e tenha em mente uma boa intenção...
Assim começo o processo de refletir sobre nosso curso. Assim iniciei o pensamento sobre a redação do documento de avaliação para o primeiro workshop. E foi um processo de análise de alguns dias, escrevendo, lendo, relendo...sonhando com algo que esqueceu. "Acorda e vai escrever antes que esqueça!" Teve um insight: corre para não perder! 
      Um documento avaliativo é um documento de análise pessoal da trajetória. Um breve relato do que aprendi, vivi e superei naquele semestre. Em cada disciplina destaquei o que foi mais significativo e justifiquei as razões para as escolhas. Em cada justificativa me lembrava de todos os detalhes da construção daqueles momentos, das dificuldades que foram encontradas e qual a solução para cada uma.
      Um documento de verificação interna. Uma prática que utilizamos normalmente nos balanços gerais que fazemos no decorrer dos tempos. Mas neste caso, descritos em um espaço delimitado de páginas e de tempo, relatando o semestre. 
      Quisera ter a disponibilidade de fazer esse balanço escrito e documentado da vida em diversos setores. Ao escrever, conseguimos nos ouvir falando, conseguimos nos imaginar contando, nos vemos revivendo tudo. 
Que este exercício nos traga sempre boas reflexões e possibilidades de crescimento.

domingo, 23 de agosto de 2015

E lá vamos nós!

      É com alegria e satisfação que iniciamos um novo semestre na Pedagogia a Distância da UFRGS. Orgulhosas de enfrentarmos os desafios impostos no primeiro semestre e ansiosas pelo que nos aguarda neste que vem. Talvez um pouco mais preparadas para algumas questões que nos acompanharão neste curso (alimentação do Portfólio de Aprendizagens, extensas leituras e prazos delimitados para realização das tarefas, atividades sobrepostas, ambiente virtual dominado, conhecimento da dinâmica da apresentação do workshop e redação do documento de avaliação). Certamente teremos novos desafios que se somarão aos nossos aprendizados e nos acrescentarão maior capacidade de realização, reflexão e aprofundamento dos nossos conhecimentos.
      Destaco como experiência significativa e construtora a realização do Workshop de Avaliação que exigiu uma organização extra em tempos de realização de muitas tarefas do PEAD e na vida pessoal também. Mas as coisas que nos acontecem na vida são assim, se acumulam, nos desacomodam, geram ansiedade e frustração mas temos de encarar e realizar, apesar das dificuldades. 
      Nesta apresentação quis fazer uma reflexão pessoal do meu crescimento no curso, me comparando comigo mesma no início do semestre, fazendo um apanhado do que havia aprendido, demarcando os aprendizados que foram mais significativos. Pelo nervosismo e um probleminha tecnológico (não salvei adequadamente o vídeo que queria apresentar, meu Retrato da Escola) prejudiquei um pouco meu desempenho. No entanto consegui transmitir as principais ideias do que sentia.
      Enfim, que neste semestre nossas trajetórias e histórias sejam também positivas e enriquecedoras, que façamos sempre nossos retratos, de profissionais, da escola, da vida e possamos olhar para trás e perceber os erros e acertos com maturidade e disposição para mudar e continuar!

                                                 Um ótimo Semestre 2015/2 para todos!